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	<title>Policrítica &#187; General</title>
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	<description>-- lo que creo y no creo, lo que acepto y no acepto --</description>
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		<title>Desprezo hipócrita pelos utentes, pelos cidadãos e pela vida humana</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 22:11:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dionisio Martínez Soler</dc:creator>
				<category><![CDATA[General]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdad]]></category>
		<category><![CDATA[igualdad]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidad social]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, tudo isso mostra a inacreditável resposta da REFER à morte de uma pessoa atropelada por um comboio na estação do Entrocamento e ao comunicado da Câmara Municipal do Entrocamento que se seguiu e que denuncia, com toda a razão, &#8220;a omissão criminosa de medidas que garantam a segurança de utentes e trabalhadores&#8221;, segundo noticiam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, tudo isso mostra a inacreditável resposta da <a href="http://www.refer.pt" target="_blank">REFER</a> à morte de uma pessoa atropelada por um comboio na estação do Entrocamento e ao comunicado da <a href="http://www.cm-entrocamento.pt" target="_blank">Câmara Municipal do Entrocamento</a> que se seguiu e que denuncia, com toda a razão, &#8220;a omissão criminosa de medidas que garantam a segurança de utentes e trabalhadores&#8221;, segundo noticiam hoje diversos órgãos de comunicação social portugueses (<a href="http://publico.pt/1498519" target="_blank">&#8220;REFER afasta responsabilidades na morte de idoso na estação do Entroncamento&#8221;</a>, no <a href="http://www.publico.pt"><em>Público</em></a>, <a href="http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1877185">&#8220;Autarquia do Entroncamento «indignada» com explicações da Refer&#8221;</a>, na <a href="http://www.tsf.pt">TSF</a>). A REFER limita-se a dizer que as &#8220;condições de segurança no local estavam asseguradas e que foram feitos avisos sobre a aproximação de um comboio Alfa que não pára na estação&#8221;, avisos <em>sonoros</em>, e diz isto sabendo que a vítima usava um aparelho auditivo. Não há, segundo noticia a comunição social, a mais mínima alusão por parte da empresa gestora à necessidade de diversificar as medidas de segurança ou o tipo de avisos (porque não há também sinais luminosos, como nas passagens de nível, porque não há barreiras a fecharem-se, porque não há, como reclama a autarquia, passagens desniveladas para os peões que têm obrigatoriamente que atravessar as linhas?), o que justifica a indignação do presidente da Câmara do Entrocamento por esta resposta.</p>
<p>Então as pessoas com deficiências auditivas não são utentes e cidadãos como os outros? Não merecem medidas de segurança feitas a pensar nas suas dificuldades? Desconheço se a legislação, como sugere o comunicado da REFER, só obriga a fazer avisos sonoros. Se assim for, é uma legislação claramente deficiente e tem que ser urgentemente modificada. Parece-me impensável que não existam normas na União Europeia que obriguem a adoptar outro género de medidas e a construir passagens desniveladas, aliás, desconfio que essas normas devem existir algures, e se não existirem, deviam ser feitas.</p>
<p>Mas, para além da legislação, existe a ética, a &#8220;responsabilidade social empresarial&#8221;. Por isso, procuro no site da <a href="http://www.refer.pt" target="_blank">REFER</a> alguma coisa do género, e encontro um lindo documento intitulado <a href="http://www.refer.pt/MenuPrincipal/REFER/Sustentabilidade/DesempenhoSocial/PoliticaDeResponsabilidadeSocial.aspx" target="_blank">Política de Responsabilidade Social</a> (data: Março de 2010) onde se lê o seguinte, que sublinho a negrito:</p>
<blockquote><p>
A REFER reconhece a sua responsabilidade na geração de valor para a comunidade onde se insere e está comprometida em conduzir a sua actividade <strong>de uma forma ética, social</strong> e ambientalmente <strong>responsável</strong>, assumindo <strong>compromissos</strong> com as diversas partes interessadas.<br />
(&#8230;)<br />
COMPROMISSOS COM A COMUNIDADE<br />
<strong>Contribuímos para a promoção de um modo de transporte seguro</strong> e ambientalmente mais eficiente, <strong>controlamos o potencial impacto negativo da nossa actividade nas populações</strong>, criamos soluções que facilitam a mobilidade, promovemos a integração equilibrada da infra-estrutura ferroviária nos espaços urbanos, <strong>educamos e sensibilizamos para a segurança e investimos continuamente numa rede ferroviária mais segura</strong> (&#8230;)<br />
COMPROMISSOS COM A COMUNIDADE E A CULTURA FERROVIÁRIA<br />
Apoiamos o desenvolvimento de iniciativas que promovam a comunidade ferroviária, a sua coesão e <strong>protecção</strong> (&#8230;)
</p></blockquote>
<p>Quanta hipocrisia!</p>
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		<title>Economicismo na escolha de cursos</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 06:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dionisio Martínez Soler</dc:creator>
				<category><![CDATA[General]]></category>

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		<description><![CDATA[O Público trazia ontem, sob o título Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática, mais um desses artigos sobre a degradação do ensino em geral e do ensino universitário em particular e sobre a falta de preparação dos estudantes que saem do secundário, cheio dos lugares comuns do costume (facilitismo, mau comportamento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.publico.pt" target="_blank"><em>Público</em></a> trazia ontem, sob o título <em><a href="http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/estudantes-tem-cada-vez-mais-dificuldades-de-base-a-matematica_1443028" target="_blank">Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática</a></em>, mais um desses artigos sobre a degradação do ensino em geral e do ensino universitário em particular e sobre a falta de preparação dos estudantes que saem do secundário, cheio dos lugares comuns do costume (facilitismo, mau comportamento, não aprenderam a pensar nem a ser responsáveis, etc.). O mais interessante de toda a reportagem é a seguinte reflexão de uma professora universitária:</p>
<blockquote><p>Ana Isabel Filipe, do departamento de Matemática e Aplicações da Escola de Ciências Universidade do Minho, que tem dado cadeiras de Álgebra Linear, Análise Matemática e Cálculo em cursos na área das engenharias, faz uma radiografia: “Os alunos estão dentro de cursos que não gostam. Procuram um curso com empregabilidade e ocupam a vaga de quem até tinha uma nota menor mas tinha gosto. Estão todos fora do sítio”, explica a professora de 55 anos que dá aulas desde 1978.</p></blockquote>
<p>O economicismo que cada vez mais domina os comportamentos individuais e colectivos, o reflexo do neoliberalismo dominante nas escolhas individuais e nos projectos de vida pessoais, levam a este drama educativo. Se o critério principal é fazer dinheiro a todo o custo, quanto mais melhor, mesmo renunciando àquilo de que se gosta e que até se poderia conseguir, o ensino passa a ser apenas mais uma corrida de obstáculos que é preciso ultrapassar para atingir o salário desejado. O prazer e o entusiasmo por aquilo que se faz na vida deixaram de ser motivações importantes. Não será esta a causa de todo o resto? Porque a &#8220;ideia romântica de que a aprendizagem tem de dar prazer&#8221;, criticada na mesma reportagem por outro docente (mais um dos lugares comuns do costume), no pode ser substituída pela ideia economicista de que o que interessa é ganhar dinheiro com prazer ou sem ele. O trabalho bem feito exige prazer e entusiasmo, e sem eles os &#8220;hábitos de trabalho&#8221; e o &#8220;espírito de sacrifício&#8221; não fazem sentido. Se a motivação for apenas o dinheiro, o sacrifício e o trabalho irão apenas até onde for necessário para convencer ou enganar os outros. Só com prazer e entusiasmo é que se pode atingir a verdadeira qualidade, do ensino, do trabalho e de vida.</p>
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		<title>Hay que vivir&#8230; que treinta años no son nada</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 15:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dionisio Martínez Soler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crisis]]></category>
		<category><![CDATA[Economía]]></category>
		<category><![CDATA[General]]></category>
		<category><![CDATA[historia]]></category>
		<category><![CDATA[memoria]]></category>
		<category><![CDATA[pasado]]></category>
		<category><![CDATA[presente]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

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		<description><![CDATA[Me viene hoy a la memoria, no sé por qué, el comiento de esta canción, Hay que vivir, que tiene más de treinta años y parece haber sido escrita para la crisis actual: Habrá que hacernos a la idea que sube la marea y esto no da mas de sí. Habrá que darnos por vencidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me viene hoy a la memoria, no sé por qué, el comiento de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9xt1YDZZEkE" target="_blank">esta canción</a>, <em><a href="http://www.jbhumet.com/discos.asp?id=f06" target="_blank">Hay que vivir</a></em>, que tiene más de treinta años y parece haber sido escrita para la crisis actual:</p>
<blockquote><p>Habrá que hacernos a la idea<br />
que sube la marea<br />
y esto no da mas de sí.</p>
<p>Habrá que darnos por vencidos<br />
y echarnos al camino<br />
que no hay nortes por aquí.</p>
<p>Al sueño americano<br />
se le han ido las manos<br />
y ya no tiene nada que ofrecer;<br />
sólo esperar y ver si cede<br />
la gran bola de nieve<br />
que se levanta por doquier.</p></blockquote>
<p>Parece que en treinta años no hemos aprendido nada y seguimos cometiendo los mismos errores, una y otra vez.</p>
]]></content:encoded>
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